O amor é como uma flor. Há que regar, podar, tirar ervas daninhas... Tratar, cuidar, mimar. É como a minha avó diz: as plantas são como as pessoas, só que não falam. Se não for assim, todos os dias, vai acabar por definhar e morrer. E o Mundo ficaria mais triste com menos uma flor, com menos uma história de amor... excerto do blog Breathing feelings.
Explicar o amor é uma árdua tarefa, no entanto todos ficamos sensiveis à beleza e delicadeza das flores. Ao comparar-se algo de desconhecido como o amor através de algo tão familiar como uma flor estamos a recorrer a uma analogia. Na literatura é vulgar usar-se o termo de alvo para aquilo que queremos explicar e que está no domínio desconhecido (neste caso o amor) e análogo para o que é do domínio familiar (a flor).
No ensino das Ciências são vários os exemplos de recurso ao uso de analogias. No blog Café com Ciência encontrei esta analogia relativamente frequente " A relação entre o volume de um átomo e o volume de seu núcleo é a mesma que existe entre o volume de um estádio como o Maracanã e o volume da cabeça de um alfinete. E, ainda nesse contexto, os elétrons seriam partículas “voando” ao redor do estádio com um décimo do diâmetro de um fio de cabelo! (desculpem-me os Físicos se as proporções estiverem um pouco erradas).
De seguida o autor defende entusiasticamente o uso de analogias em contexto didactico pois segundo o próprio ""Confesso que passei a ver as coisas de forma diferente.
O conceito pode parecer simples (e realmente é), mas carrega um significado enorme. Faz as pessoas pensarem, instiga o cérebro a funcionar e desperta o interesse. Acho que os professores deveriam dar mais crédito a analogia como ferramenta de aprendizado. Muitos alunos passam todo o ensino médio aprendendo física, química e biologia como se fossem apenas meios para entrar na faculdade, e não fazem idéia da tamanho do conhecimento que podem adquirir através dessas comparações simples. Garanto que se alguém tivesse me mostrado a analogia do átomo 4 anos antes, meu interesse pela ciência teria sido mais precoce."
Há no entanto quem defenda que o seu uso possa induzir nos estudantes o aparecimento de concepções alternativas ou que os alunos não tenham como familiar algo que o professor pressupõe que lhes seja usual e que por este facto o seu uso deveria ser desaconselhado.
Como este é o tema da minha dissertação de mestrado irei aqui abordar frequentemente as vantagens e as implicações do uso de analogias em sala de aula.
No entanto gostaria de contar com a sua opinião. Além da participação nos questionários sugiro que me faça chegar as analogias a que mais frequentemente recorre assim como o modo como as selecciona. Se receber muitos comentários procederei à criação de um banco de analogias onde poderá conhecer as analogias usadas por outros colegas.
Obrigado desde já pela sua participação
adaptasse tinha probabilidade de ser contratado para gerir outras fábricas enquanto aos mais inadaptados pouco mais restava do que servir de mão-de-obra barata.


