."O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." Immanuel Kant

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O amor é como uma flor. Há que regar, podar, tirar ervas daninhas... Tratar, cuidar, mimar. É como a minha avó diz: as plantas são como as pessoas, só que não falam. Se não for assim, todos os dias, vai acabar por definhar e morrer. E o Mundo ficaria mais triste com menos uma flor, com menos uma história de amor... excerto do blog Breathing feelings.

Explicar o amor é uma árdua tarefa, no entanto todos ficamos sensiveis à beleza e delicadeza das flores. Ao comparar-se algo de desconhecido como o amor através de algo tão familiar como uma flor estamos a recorrer a uma analogia. Na literatura é vulgar usar-se o termo de alvo para aquilo que queremos explicar e que está no domínio desconhecido (neste caso o amor) e análogo para o que é do domínio familiar (a flor).

No ensino das Ciências são vários os exemplos de recurso ao uso de analogias. No blog Café com Ciência encontrei esta analogia relativamente frequente " A relação entre o volume de um átomo e o volume de seu núcleo é a mesma que existe entre o volume de um estádio como o Maracanã e o volume da cabeça de um alfinete. E, ainda nesse contexto, os elétrons seriam partículas “voando” ao redor do estádio com um décimo do diâmetro de um fio de cabelo! (desculpem-me os Físicos se as proporções estiverem um pouco erradas).

De seguida o autor defende entusiasticamente o uso de analogias em contexto didactico pois segundo o próprio ""Confesso que passei a ver as coisas de forma diferente.
O conceito pode parecer simples (e realmente é), mas carrega um significado enorme. Faz as pessoas pensarem, instiga o cérebro a funcionar e desperta o interesse. Acho que os professores deveriam dar mais crédito a analogia como ferramenta de aprendizado. Muitos alunos passam todo o ensino médio aprendendo física, química e biologia como se fossem apenas meios para entrar na faculdade, e não fazem idéia da tamanho do conhecimento que podem adquirir através dessas comparações simples. Garanto que se alguém tivesse me mostrado a analogia do átomo 4 anos antes, meu interesse pela ciência teria sido mais precoce."

Há no entanto quem defenda que o seu uso possa induzir nos estudantes o aparecimento de concepções alternativas ou que os alunos não tenham como familiar algo que o professor pressupõe que lhes seja usual e que por este facto o seu uso deveria ser desaconselhado.

Como este é o  tema da minha dissertação de mestrado irei aqui abordar frequentemente as vantagens e as implicações do  uso de analogias em sala de aula.

No entanto gostaria de contar com a sua opinião. Além da participação nos questionários sugiro que me faça chegar as analogias a que mais frequentemente recorre assim como o modo como as  selecciona. Se receber muitos comentários procederei à criação de um banco de analogias onde poderá conhecer as analogias usadas por outros colegas.

Obrigado desde já pela sua participação

 

publicado por dom.bacelar às 23:10

Gostei do "O amor é como uma flor. Há que regar, podar, tirar ervas daninhas... Tratar, cuidar, mimar". Não podia estar mais correcto!!
João Miguel a 17 de Outubro de 2009 às 09:04

Não concordo com o 2º período do 5º paragrafo.Na minha practica lectiva uso analogias sempre que se proporciona. Este exemplo das dimensões do átomo uso-o sempre, posso não referir o maracaná...tento sempre o maior possivel que os alunos possam associar. Foi pena não ter tido uma ideia das dimensões do átomo e das partículas subatómicas, porque não foi feita a analogia adequada. Eu sou pelo uso de analogias, mas é necessário saber o que se está a dizer, tem de ser muito bem contextualizado.
Anónimo a 17 de Outubro de 2009 às 17:58

Caro anónimo.
Obrigado pelas suas palavras. Não percebi a parte em que diz que não concorda. Se preferir pode escrever para o meu email....dom.bacelar@sapo.pt

Obrigado pela participação
dom.bacelar a 17 de Outubro de 2009 às 18:51

Amigo Domingos,
É certo que a minha disciplina é muito diferente da tua mas em ambas se abordam questões relacionadas com a fisiologia e metabolismo do corpo. Faço uso constante de analogias principalmente nos escalões etários mais baixos. Acontece ter de explicar noções e relações um pouco abstractas, como por exemplo "a relação entre o espaço e o tempo", tarefa que se torna menos difícil com o uso da analogia. O feed back que me tem sido dado pelos alunos é positivo e por isso acho que é um instrumento útil.
um abraço
Alda Regueiras a 18 de Outubro de 2009 às 16:55

Olá amiga Alda.

Será que dava para partilhares a analogia que usas e o contexto em que a empregas?

Obrigado
dom.bacelar a 19 de Outubro de 2009 às 21:40

Parabéns pelo texto, talvez um pouco longo. As plantas e os animais são os seres mais sinceros e reflectem o nossos carinho, com as pessoas nem sempre é assim.
ArtOliMart a 27 de Outubro de 2009 às 09:53

Ola DOM,

Eu também falo com as minhas plantas, mas parece que elas não me entendem, pois definham de dia para dia. Provavelmente é o mesmo problema de sempre, ou água a mais ou a menos. Nunca acerto!!
Bluehost a 29 de Novembro de 2009 às 15:24

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